tempos de primavera,
a catarina faz-me rir mas está de mau humor hoje,
tudo é açucar quando o futuro é distante.
tempos de verão,
atrás do prédio as raparigas dos curtos calções de ganga e bonés para trás
enrolam sonhos para o pulmão,
o censor filtra-os e faz a escolha.
sonho sem filtros, vejo fumo no meu olhar
os piratas com material original levam alguém da minha vida todos os verões,
são partidas de verão que não aumentam as estatisticas de emigração.
procuro por respostas em sonhos bizarros
durmo mais de uma vez ao dia para aumentar a chance de apareceres.
catarina vive num outro futuro
mas tudo continua igual por cá,
a ganza não aumenta de preço apesar da inflação,
e atrás do prédio, as raparigas fumam os seus sonhos porque o futuro ainda é distante.
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