Não sou a senhora dele, ela é vista como pura, intocável sexualmente,
uma virgem Maria sem ter parido Jesus, uma doce mãe que cuida do seu
filho e da casa que habitam. Ele disse-me - Não entres na cozinha porque
és uma concubina. O mundo para ele é um bordel onde as mulheres puras
não entram para serem mais puras que outras. Na sua mente sou um corpo
que respira obscenidade e pecado, não adianta eu argumentar que como
publicitária atraio pessoas através de campanhas publicitarias e não em
bermas de ruas que atravessam matos ou anúncios de jornais que mais
parecem uma concentração de bumbums gostosos.
:Uma madonna, e o resto das mulheres são putas, menos as virgens:
Sexo
e emoções não estão sincronizados nele, amor não tem sexo, sexo é coisa
de galdérias. As mulheres a seu ver não se importam de serem jogadas
para fora em relações onde o seu amor/paixão é fingido para levar avante
a fornicação. Pensara eu que era interpretação de papeis, os nomes de
puta,vaca que me chamava eram afinal o seu pensamento sobre mim. Não sou
a pura mentalmente nem de corpo, sou uma concubina em público, e na
cama, a madonna é uma senhora em público, dona de casa no lar que não
dança em discotecas e não tem sex appeal nem conversas de flirt. Ele em
casa cozinha e nunca janta fora porque a cozinheira pode ser uma mulher,
lava a loiça e as roupas, limpa o chão e o mobiliário da casa, contudo
se uma senhora das limpezas no shopping estiver a lavar não tira-lhe a
máquina de lavar o chão. Contraditório e complexo, a madonna
divorciou-se para explorar outro corpo fundindo tal com sentimentos, e
até ele amar outra mulher que nunca fornicou não terá outra madonna. Uma
mulher com quem ele teve sexo, é alguém para não se amar. Quando
procurei afecção, ternura e diversão, tornei-me uma concubina não paga
com refeições quentes na mesa e casa sem limpa de pó, até o dia que saí
da casa que ambos alugamos. Farta de ser puta, mal-amada, traída e dos
homens que levava a casa com o propósito de ele assistir a luxúria
desses mesmos homens comigo. Homens que eu pagava 10 euros a cada um
para não ter relações. Chamo-me Amanda, a concubina selectiva.
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