quarta-feira, 24 de novembro de 2010

:madonna puta:

Não sou a senhora dele, ela é vista como pura, intocável sexualmente, uma virgem Maria sem ter parido Jesus, uma doce mãe que cuida do seu filho e da casa que habitam. Ele disse-me - Não entres na cozinha porque és uma concubina. O mundo para ele é um bordel onde as mulheres puras não entram para serem mais puras que outras. Na sua mente sou um corpo que respira obscenidade e pecado, não adianta eu argumentar que como publicitária atraio pessoas através de campanhas publicitarias e não em bermas de ruas que atravessam matos ou anúncios de jornais que mais parecem uma concentração de bumbums gostosos.
:Uma madonna, e o resto das mulheres são putas, menos as virgens:
Sexo e emoções não estão sincronizados nele, amor não tem sexo, sexo é coisa de galdérias. As mulheres a seu ver não se importam de serem jogadas para fora em relações onde o seu amor/paixão é fingido para levar avante a fornicação. Pensara eu que era interpretação de papeis, os nomes de puta,vaca que me chamava eram afinal o seu pensamento sobre mim. Não sou a pura mentalmente nem de corpo, sou uma concubina em público, e na cama, a madonna é uma senhora em público, dona de casa no lar que não dança em discotecas e não tem sex appeal nem conversas de flirt. Ele em casa cozinha e nunca janta fora porque a cozinheira pode ser uma mulher, lava a loiça e as roupas, limpa o chão e o mobiliário da casa, contudo se uma senhora das limpezas no shopping estiver a lavar não tira-lhe a máquina de lavar o chão. Contraditório e complexo, a madonna divorciou-se para explorar outro corpo fundindo tal com sentimentos, e até ele amar outra mulher que nunca fornicou não terá outra madonna. Uma mulher com quem ele teve sexo, é alguém para não se amar. Quando procurei afecção, ternura e diversão, tornei-me uma concubina não paga com refeições quentes na mesa e casa sem limpa de pó, até o dia que saí da casa que ambos alugamos. Farta de ser puta, mal-amada, traída e dos homens que levava a casa com o propósito de ele assistir a luxúria desses mesmos homens comigo. Homens que eu pagava 10 euros a cada um para não ter relações. Chamo-me Amanda, a concubina selectiva.



Sem comentários:

Enviar um comentário