O calor não se aprisiona no seu corpo, espalha-se no universo
As suas explosões destroem de quem lhe é sustentado, ou pintam o céu de outras cores
Buracos no sol, mandando a morte, arte entre ventos, luzes e elementos de física
Retira-se do que é dele, com causa efeito entre a gratidão e o ódio
A morte do sol é um paradoxo, uma morte escura, fria e sem calor.
Quem me dera agora estar na aurora da meia noite, na margem de um rio no Alaska,
debaixo de nuvens tingidas em vermelho claro, e um rasgo de luz esverdeada no céu,
no meio das árvores ordenadas e relva com volume, bastante desorganizada,
para que sozinho entenda os conceitos de um novo amanhecer.
Não sei muito da natureza ou de conversas ocasionais, mas sei quando chove,
não tenho vontade de sair de casa, e sei que não me saem mais frases sem sentido,
e não tenho sentido emoções quando a solitude parou de ser um crime.
Na próxima semana, virá um ciclone com o teu nome
Aí confirmarei como as lágrimas não voltaram ao rio, porque agora sei que as pessoas também sabem morrer como o sol.
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