sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Oblivio

Os pescadores entre o mar e o céu,
auto-didactas do vai chover amanhã,
não previram a tempestade que alastra
pelas antigas terras dos guardadores de rebanhos,
nas areias dos homens de poucas vestes que viajavam em cima de camelos,
na água onde habitam garoupas, atuns, sardinhas,
e outros peixes que estão no fundo do calmo mar de águas claras.
Os peixes já têm razões para morrerem de boca aberta,
outrora anos atrás um sitio de pescadores e de gado,
hoje metrópole recheada de ouro e de luxo
e competições para a construção do prédio maior.
De homens simples, a oblivios da simplicidade,
outrora seguidores de deus, hoje os criadores.
Criam um novo mundo igual a este no mar com areia.
Esquecidos que não só os exageros poéticos fazem perder a simplicidade e dimensão humana das coisas.

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