O libido de ambos quando confrontado são sapatos de salto alto em pernas compridas
Desejo de querer estar mais em cima, instinto de quem procura a elevação
A androginia dos corpos, enclausura os sentidos que a pertencem
Assimetria orgânica predomina os seus olhos cinzentos
Voa para a libertação do sono magnético
No mar vermelho, absorve as flores de Novembro
Pecado mordido e devorado, antes da maçã
Flor que não se cheira, seduz sem gumes que penetraram o odor de pescoços
Luar do meio dia, o bordel de Lilith
Erótica, carece de leis
advogada do diabo privada de tribunal, com casos pendentes por resolver
São ardores que não a fazem perder a noite
Noites velhas, fogosas no lupanar
Narcótica, de consciência alterada
Cega do céu, dos sonhos do dia seguinte
Beija o seu amante
Mata os seus filhos
Malogra-se no tempo
Alma mater dos cães
Lilith, de activista das mulheres a meretriz
Libertária ou reles ?
Esgana com paixão todos que desconfiam da sua palavra
Murmúrios o mercúrio entre os corpos
Fantasia final, transmutação de corações de metal
Elixir que me tirou da filosofia da pedra, a perseguição ao dragão
Bipolaridade na euforia
Indiferença com os outros
A sós, eu e tu, desenhas a simetria do teu sexo, com os demais.
Lilith, a heroína dos renegados do morfeu.
Este é de longe o melhor dos teus textos.
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