Todo o amor desta cidade foi vendido para experiências cientificas. Procuram criar o amor perfeito para cada um, amores de laboratório. Cérebros são estudados e alterados, perguntas são feitas, tudo fica registado na base de dados. Amores de laboratório, aromas são implantados na dose certa para a sedução do par, ele gosta do cheiro a mel, ela gosta do cheiro incenso. Ele detesta o cheiro a incenso, todos dias quando acorda sente-se angustiado pelo seu cheiro, se perfumar com outro aroma, ela não o amará mais. Amores de laboratório, a genética é alterada, os auscultadores transmitem gostos e saber com as palavras de cassetes colocadas no walkman durante o sono. Ela não tem mais de acordar com o homem do cabelo oleoso à tigela que se interessava mais em clubes de strip, tornou-se personalizado.
Antes do laboratório concluir a experiência, toda a população foi drogada para prevenir depressões,violência, a droga permaneceu depois da experiência, lentamente tudo se viciou, um dia, uma semana, um mês. O amor não dava a felicidade que tanto queriam, ainda tinham o mundo para enfrentar, e tinham que fugir dele. A felicidade é uma alucinação onde se mais a quer. Há quem procure ser feliz com o suicídio porque encara como algo glamouroso, os cadáveres dessas pessoas devem ser os mestres de cerimónias de festas luxuosas no cemitério.
Voltei para esta cidade há pouco tempo. As coisas estão diferentes, almocei com a minha familia, pais, tios, tias num bordel que parece uma tasca barata com quartos, na mesa da frente estão prostitutas que acordaram agora com maquilhagem da noite anterior. Depois da refeição ao caminhar para o hall de entrada, uma mulher bonita, bem acordada e com uma maquilhagem que não desfavorece o seu aspecto, agarra-me e sorri, e chamou-me para o seu quarto. Não chegamos a Vénus, rapidamente tive saír do quarto depois de uns beijos, estava na hora do homem da cor púrpura ser recebido. Na experiência ninguém queria um homem de cor púrpura, o seu problema nos pigmentos melanínicos não é capaz de ser corrigido pela genética, como não quis mudar de cidade, foi-lhe imposto amar uma almofada e ir ás prostitutas uma vez por semana para falar e jogar monopólio.
Nossaa o texto foi elouqüente, passou do Admirável Mundo Novo ao dia em que a Terra parou! Muito bom!
ResponderEliminarMas do amor te digo uma coisa:
-Amor é aquilo que mais desejamos ter, e mais desejamos dar, não nota-se que ele está a toda hora sendo oferecido e recusado.
;-) Sempre gosto dessa Balada.
Beijo***