sexta-feira, 5 de julho de 2013

rarafeita

transparente e passageira, rarafeita vai e vem. forja sonhos para os viver quando os meses não estão loucos. Dona do café onde crianças reunem-se para tertúlias, deus é um cão gigante! e outras frases espontanêas surgem das bocas delas sem medos. São os novos Nietzsche num espaço onde o homem que se acha Napoleão não acredita ser super-homem. rarafeita tem um escritório de psiquiatria no andar de cima do café, recebe todos os dias o falso Napoeleão que vive com o trauma de ter um testículo. O café de noite é um cabaret e o falso Napoleão acredita em que cada sorriso das dançarinas, sorriem com escárnio do mono-testicúlo apesar de nunca o terem visto nú.
transparente e passageira, rarafeita vai e vem. forja sonhos para os viver quando os meses não estão loucos. quer ser a cura nas mentes incertas, em dias que vive travestida para seduzir homens inteligentes com falas de homens. A homossexualidade intelectual dos homens torna rarafeita uma criança descontente, nem o arrancar de cabeças das bonecas devolve a felicidade. o eu criança, procura o elogio sincero pela sua própia estética e não da estética dos demais. porque admirar rarafeita por ter lido palavras de Dostoevsky quando tem as suas própias palavras?
transparente e passageira, rarafeita vai e vem. forja sonhos para os viver quando os meses não estão loucos. o mês está louco e pensa-se que o cúpido é um ser androgeno coberto de ligaduras que vive numa caravana em Holywood decorada de post-hits com frases modelo.
o mês não está louco, e rarafeita quer fazer as pessoas felizes. o mês não está louco, e rarafeita quer ensinar a magia dos sonhos serem vividos a um não crente. O falso Napoleão foi um dos novos crentes, partiu para a conquista da Europa confiante duma vitória na qual ninguém arrancará os propios tomates para atirá-lo em desdém.

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