sábado, 19 de junho de 2010

Cardiologia

O madrugar do despertador acorda
métodos pensados na noite passada
e a doença do querer ainda permanece no meu corpo
Não estudo o que devia, interiorizo outras palavras
não me parece justo os nervos quererem que fuja
depois de todo trabalho em organizar, e esperar
num cenário onde a sorte foi maior que o trabalho
Leva o meu sangue porque não estou preparado para a confissão
Dá um olhar nas minhas informações, deve ser hereditário
perder a postura no meio de tantas interrogações.
Pormenores estragados, danificam o plano
o meu cérebro estúpido adormeceu a palavra saudade
Matar as saudades é um crime
quando as intermitências encolhem no ombro.
O meu coração cria as minhas lesões cerebrais
Ritmo é lento na minha lógica própria
Acelera o dobro na hora de tirar as flores mortas
E já não me sorris mais.



1 comentário:

  1. Este está mesmo qualquer coisa de especial! curti mesmo bués. Parabéns ;)

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