O cego toca blues de Nova Orleães nas ruas de Lisboa, os dedos negros cicatrizam as feridas de soldador. Ao lado uma menina loira de vestido branco dança, balança no seu mundo de criança. Sonhos são eternos quando não há empréstimos bancários para pagar funerais. A juventude sónica grita "só vivemos uma vez", enquanto os senhores da morte jogam xadrez pacientemente, donos do mundo dançam trance no céu, botam químicos e vivemos com um fisico destinado para o cancro. Mas há pornografias para animar, a Tori e a sua linguagem torna-te dono do mundo por momentos num mundo que é uma loja com sonhos defeituosos trocados por sorrisos falsos.
Eu sinto quimica por quem as minhas células, é a célula para um crime perfeito no meu coração. A minha mente vive das alucinações paranoicas, prevejo sempre o fim, vejo o que vai acontecer, a ilusão do solidão finge ter uma companhia, ela é limitada e as emoções criam o infinito.
Quem vai tocar os olhos blues quando no café dos poetas a bailarina dança piadas que fazem sorrir, onde está a dor Sr.Doutor? Porque só me encanta o maligno? Serões a procrastinar com má televisão onde
mulheres bêbedas fechadas numa casa gritam e puxam cabelos. Caixa de memórias sem as minhas histórias, publicidade para ser o mais belo, nada que eu queira, procuro o jazz shaolin mas só vejo escalas de cinzas.
E Elena cresce uma árvore de dinheiro, dragões e elfos, evolui no videojogo e profissionalmente. Ela é um lagarto na minha mente cheia drunfos, as suas cores são caleidoscopios nos meus pés. Ela narcolepsia no deserto mexicano, caminha pelo sol e espera por mim dentro de um cacto. O dia nunca irá chegar, vivo na melancolia da folia da cama sem sede de sair, apenas quero outra cola. Minto barras de doces, quis ser um cowboy a voar em naves, acabei perdido cegando nas minhas feridas de ilusão.
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