domingo, 2 de outubro de 2011
caleidoscópio, livro de morte
Esta é a historia de uma mulher que a mente é um caleidoscópio com ilustrações de textos funerários do antigo Egipto. Apesar de a morte estar num fechar de olhos, ela maquilha os seus lábios com batom rosa. O caminho da morte é colorido quando existe um olhar que vê além do homem com uma mascara do presidente dos Estados Unidos da América e do homem macaco gordo e careca. É nos olhos azuis e na sensibilidade da sua escrita do homem musculado com dentes tortos e amarelos que ela vê uma razão além do dinheiro para estar num espaço minúsculo cheio de homens desconhecidos. Sempre que fecha os olhos, a miragem dos portões da morte absorvem os seus pensamentos, ela recita feitiços aos deuses para vencer os homens com cabeça de animais e os objectos cortantes que voam misturados com os insectos carregados de veneno. A visão de um caminho até ao julgamento do seu coração numa balança, é a sobrevivência depois da morte. Apenas os olhos azuis do homem com aspecto bárbaro retrogrado de uma antiga civilização, fazem-la sair do óbito. Ela abre os olhos e contempla o olhar, ajusta e branqueia os dentes dele com inteligência espacial a mesma inteligência espacial que transforma o homem peludo gordo e careca num homem com cara de animal quando fecha os olhos. A inteligência espacial é auxiliada por barras de chocolate da via láctea que enchem os seus seios, e o homem mascarado de presidente dos Estados Unidos Da América não apresenta diplomacia, apalpa os enormes seios com um toque austero, nada agradável. Fecha os olhos, recita um feitiço contra animais hostis, recita em seguida outro feitiço contra as cobras que comem cus e pede aos guardiões para que ninguém arranque o seu coração.
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